quarta-feira, 31 de outubro de 2007

DICAS PRÁTICAS PARA VOCÊ ECONOMIZAR ENERGIA E PROTEGER O PLANETA

Tampe suas panelas enquanto cozinha
Parece óvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você
aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.
Use uma garrafa térmica com água gelada
Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros.
Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã.
Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda
vez que alguém quiser beber um copo dágua
Aprenda a cozinhar em panela de pressão
Acredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz,
macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.
Cozinhe com fogo mínimo
Se você não faltou às aulas de física no 2º grau você sabe: Não adianta,
por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais
depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo
alto, você vai é queimar sua comida.
Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez
Evite o o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma
cebola, uma cenoura, etc...
Coma menos carne vermelha
A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não
é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de
alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável,
poluente, e megafedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda
uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1kg
de carne vermelha é necessário 200 litros de água potável. O mesmo quilo
de
frango só consome 10 litros.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Quanto vale uma lata d'água...








Quanto vale uma lata d'água...


Escrito por Angelita Maciel - http://www.correiocidadania.com.br/content/view/959/47/
09-Out-2007




Olhando o Sertão caririense é impossível não se perceber. Está estampado em toda a paisagem, nas flores, nas crianças, nas mulheres...

Vão surgindo novidades: mulheres gestando água. Pois é mais que cuidar da água, é mais que construir cisternas... É resgatar a dignidade, é sair da condição de "dona de nada" e sermos as guardiãs da vida. Sabemos o valor de uma "lata d'água"!

A cisterna vai além da captação da água das chuvas, muda tudo. Onde não tinha perspectiva, hoje tem água. Onde tem água, tem melhoria de vida, mais festa e mais alegria. O segredo é o antigo novo jeito de ser e se fazer solidários.

Surgem alternativas como a Agrofloresta, que não é só deixar de queimar a terra, é cuidado com tudo que ela gera; é garantia de futuro para os jovens; é fazer a terra voltar a produzir; é deixá-la bonita. Isto muda a relação das trabalhadoras e trabalhadores com todo o meio ambiente. As tecnologias não são novas, por exemplo, cisternas e pequenos açudes, o mestre Ibiapina, nos primórdios de mil e oitocentos, já fazia. Como é antigo este jeito!

Plantar de tudo, e tudo misturado, é o chamado quintal produtivo. Tudo tem: frutas, plantas medicinais, galinhas, porcos, cabras; é mesmo diverso este jeito de ser camponês no sertão nordestino. Também selecionar sementes e guardar, é proteger um patrimônio biológico.

Muito tem sido feito, mas muito há que se fazer. Há um desejo de se ir mais longe, de conquistar a cidadania. O começo é sair da condição de derrotadas, é fortalecer a auto-estima é mostrar que podemos. "Juntas, somos mais".

O destaque é para quem acompanha o processo. Somos mulheres e homens. Somos inúmeros, de carro, moto, bicicleta, cavalo e também a pé. Fazendo de nossa crença a esperança!

Mobiliza, escuta. "Falando em escuta! Me faz lembrar do livro do Êxodo (Êxodo 3,7-10), onde Deus diz que vê e ouve os clamores do seu povo e vem para livrá-lo da condição de escravo".

A responsabilidade nos foi dada. Escutar, ver e assumir a luta com o povo sofrido é papel nosso, de mulheres e homens. É urgente; é além da construção de cisternas. O povo começa/recomeça a ‘sair do Egito’, da condição de subjugados; mas, é preciso saber aonde vamos! Onde está a Terra prometida!

Com as perspectivas climáticas que, segundo estudiosos, o nordeste será de novo o mais afetado, aumentará o índice de evaporação e a redução de água no subsolo diminuirá em 70% até o ano de dois mil e cinqüenta (2050).

Que nordeste estamos construindo? Que Reforma Agrária faremos? Está em nós a construção do nordeste possível. Não cabe um projeto de transposição das águas do rio São Francisco para evaporar-se, perder-se no caminho. E com o discurso de que o problema é a seca, encher de novo os bolsos das elites nordestinas. É preciso que se diga que este projeto não é para os pobres. A elite agora se diz preocupada com os sedentos, colocando a transposição como solução para os problemas da seca. O mais impressionante é que o Atlas da Agência Nacional das Águas (ANA, 2007), nas ações para o semi-árido cearense, não faz menção à transposição.

Para nós, o valor de uma lata d'água tem preço de liberdade, de dignidade. E não podemos abrir mão disto com promessas falsas que sempre chegam de modo duvidoso, com falácias de que o problema da seca será resolvido. Aprendemos a conviver com o semi-árido. Isto faz a diferença.

Angelita Maciel é membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Crato, Ceará.

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/959/47/